Tudo continua
Foram os quatro dias mais esperados. De quarta para domingo não dava pra controlar a ansiedade. E no final das contas, o que muitos acreditavam piamente que não ia acontecer - e me inclua nessa - aconteceu. Por sorte do destino, tive que fazer plantão da rodada, sozinha. Jurei para todos na sexta que não colocaria nenhuma notícia desagradável no domingo. E quando me vi, estava procurando fotos dos jogadores chorando.
Foi o dia que não saiu jogo nenhum, que os passes errados eram maioria em comparação aos certos. Que o medo, a ansiedade, e a vontade se misturavam em cada olhar dos torcedores, comissão, atletas. Foi o dia que se a vitória viesse, seriam considerados ‘heróis’ por pura obrigação. Mas também não foram tão vilões assim. A quem culpar? Os jogadores, a comissão, a sujeira que ainda fede no clube! Todos tem a parcela de culpa.
Mas hoje, eu descobri que o Corinthians não é meu time de coração. Passa longe disso. É um vício, um amor incondicional, uma religião, uma nacionalidade. Não é qualquer torcida que faz o que fazemos, que canta na vitória e na derrota, que entende cada momento, que vê que o time não é o elenco perfeito. Sim, todos tem direito de ficar chateados, de chorar (como eu vi o Sorriso chorando lá no Olímpico), de reivindicar melhoras. E sempre manter os gritos "Eu nunca vou te abandonar".
O dia 02 de dezembro de 2007 vai ficar marcado com uma mancha para todos os corintianos, com certeza. Mas agora é hora de juntar os cacos e usar a Série B como um divisor de águas, mais transparentes a partir de já!
Vai Corinthians, vai e não para de lutar!
